Constantin Sandu

Piano

O pianista luso-romeno Constantin Sandu, natural de Bucareste, estudou com Sonia Ratescu, Constantin Nitu e, posteriormente, com o conceituado pianista e professor Constantin Ionescu-Vovu no Conservatório Superior de Musica “C. Porumbescu”. Em Março de 2006, doutorou-se em música na Universidade Nacional de Música de Bucareste, com a tese “A música portuguesa para piano”.

 

Participou em master-class e recebeu conselhos de várias personalidades artísticas, como Sequeira Costa, Dimitri Bashkirov, Helena Sá e Costa e Tânia Achot.

 

Vive em Portugal desde 1991 e é professor de piano na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto.

 

Desde o seu debute com orquestra, aos 14 anos, tem desenvolvido uma intensa actividade de concertista, que se estende por um período de mais de três décadas, concretizada em centenas de concertos em vários países europeus e asiáticos, tendo recebido louvores por parte do público e da crítica da especialidade: “a sua personalidade sensível permite-lhe realizar uma interpretação muito pessoal e autêntica” (Piano Journal – Reino Unido); “músico de indubitável personalidade, (…) um magnífico sentido de cor e de ritmo, acompanhado por um inegável virtuosismo” (Diario de Sevilla - Espanha); “um pianista soberbo,(...) um colorido e uma delicadeza magistrais, (...) mestria irrepreensível. Esmagador.” (ABC - Espanha); “um concerto pleno de expressão e emotividade” (Público – Portugal); “uma demonstração artística de alto quilate" (Muzica – Roménia); "Um general exibindo-se à frente das suas tropas, a orquestra sinfónica de Bodensee" (L’Est Républicain – França); “O toque delicado e profundo, o som quase imaterial transportaram o ouvinte para uma dimensão de sonho" (Corriere Valsesiano – Itália).

 

É detentor de vários prémios internacionais, nos concursos de: Senigallia 1980 (2º), “Viotti-Valsesia1981 (1º), “Paloma O’Shea” – Santander 1984 (Menção honrosa), Epinal 1985 (2º) e “Maria Canals” – Barcelona 1985 (3º e Prémio especial “Alberto Mozzatti”).

 

Tocou em Festivais de renome, tais como “Enescu”-Bucareste, “Chopin” – Paris, Santander, Primavera de Sevilla, Ciudad de Ayamonte.

 

É solista regularmente convidado das grandes orquestras romenas, como: Filarmónicas “George Enescu” – Bucareste, “Transilvania” – Cluj, “Oltenia” – Craiova, Orquestra Sinfónica da Radiodifusão Romena. Tocou igualmente com importantes orquestras europeias, como: “Arthur Rubinstein” – Lodz, Filarmónica de Halle, Bodensee-Symphonie-Orchester – Konstanz, Orquestra Nacional da Bielorússia, Orquestra Sinfónica da Radiotelevisão de Kiev, Filarmónica Nacional da Moldavia, Orquestra Nacional do Porto.

 

Colaborou com maestros conceituados, como Cristian Mandeal, Horia Andreescu, Ludovic Bacs, Emanuel Elenescu, Ilya Stupel, Thomas Koncz, Elena Herrera, Victor Dubrovski, Emil Hatchaturian, Meir Minsky, Mark Stephenson, Heribert Beissel, Marc Tardue, Johen Wehner, Robert E. Luther, Didier Benetti.

 

Foi membro de júri dos Concursos “Vianna da Motta”-Lisboa 2001, Cidade do Porto 1996, 1998 e 2003, “Viotti-Valsesia” 1995, “Pinerollo-Cittá della cavalleria” 1994 e 1996, “Helena Sá e Costa”- Aveiro 2004, “Florinda Santos”- São João de Madeira 2004, Ciudad de Toledo 2007 e Propiano – Bucareste 2008.

 

No âmbito do “Porto 2001-Capital Europeia da Cultura”, interpretou o Concerto nº 2 de Rachmaninov com a Orquestra Nacional do Porto, participando na realização da integral dos Concertos deste compositor, juntamente com Vladimir Viardo, Sequeira Costa e Artur Pizarro.

 

Gravou vários CDs – três a solo (Beethoven; Albeniz e Gershwin; Música portuguesa e romena para piano), um como solista da Orquestra Raízes Ibéricas (Concertos de Mozart e A. J. Fernandes) e participou em três outros colectivos e de música de câmara.

 

O seu mais recente trabalho discográfico foi elogiado pela crítica: “Sandu tem no díptico Mozart/Fernandes oportunidade para dar provas da sua versatilidade como intérprete, de tal forma são diferentes as obras: e comprova-a amplamente.” (Notícias Sábado’).

 

 

ALGUMAS APRECIAÇÕES CRÍTICAS:

 

"No horizonte musical apareceu um novo astro: Constantin Sandu".

Maria Golia, Presidente do júri do concurso "Viotti - Valsesia" Itália, Setembro 81.

 

"O pianista romeno Constantin Sandu foi protagonista absoluto na gala dos laureados; com a sua interpretação vibrante, íntima, apaixonada provou ter um evidente talento de concertista".

Corriere Valsesiano Itália, Setembro 81.

 

"Constantin Sandu impôs-se e, neste caso, por sua técnica segura de mestre, aliada a uma sensibilidade artística bem marcada, a um apreciável sentido de construção sonora e, não menos importante, a uma dominadora policromia de "nuances" próxima de um delicado sentido pictórico e de uma poética musical"

Informatia Roménia, 14 Outubro 81.

 

"Constantin Sandu revelou qualidades interpretativas fora do comum para um jovem que não atingiu sequer 18 anos: técnica segura e incisiva, interpretação eficaz e vigorosa e, sem dúvida, um gosto delicado".

Il monte rosa Itália, Abril 82.

 

"Mestria irrepreensível dos meios técnicos de expressão, inteligência, força de persuasão, descernimento das frases e, bem assim, sensibilidade perfeitamente fora de série. Assistiu-se a uma demonstração artística de alto quilate".

Muzica Roménia, Fevereiro 85.

 

"Constantin Sandu deixou a ideia de um pianista já confirmado de excepcionais e poderosos recursos. No concerto de Rachmaninoff, conduziu o Steinway como um 4x4, trabalhando a sonoridade com mãos de mestre".

L' Est Républicain França, Março 85.

 

"Um general exibindo-se à frente das suas tropas, a orquestra sinfónica de Bodensee".

L' Est Républicain França, Março 85.

 

"Constantin Sandu extasiou o público com a sua interpretação no teatro Rojas... O pianista romeno demonstrou ter mãos dignas de serem expostas".

El dia de Toledo Espanha, Novembro 90.

 

"Com o rigor de quem sabe e a paixão de quem sente e a simplicidade dos verdadeiramente grandes".

Toural Portugal, 19 Julho 91.

 

"Maturidade artística a todos os títulos notável e que vem do facto de, sentado ao Piano, se colocar com todos os meios, com toda a inteligência e com todo o coração ao serviço da Obra e do Autor que se propõe revelar, ultrapassando-se a si mesmo e à sua circunstância".

Notícias de Guimarães Portugal, 19 Julho 91

 

"Harmonias fantásticas ... sinceridade, impulso e energia ... entrega à execução da obra, interpretação perfeita da partitura".

Huelva Informacion Espanha, 26 Agosto 95

 

"Parecia sermos os convidados privilegiados das famosas "Schubertiadas". O toque delicado e profundo, o som quase imaterial transportaram o ouvinte para uma dimensão de sonho".

Corriere Valsesiano Italia, 22 Setembro 95

 

“O pianista soube dar ao piano a dimensão sinfónica que aqui se lhe exige (Concerto nº1 de Tchaikovsky), numa demonstração de recursos técnicos que fez jus à virtuosidade da obra… Constantin Sandu exemplificou, aqui também, aquilo que tem podido demonstrar numa apreciável actividade concertística: segurança, musicalidade, lirismo, experiência. Maturidade.”

Público Portugal, 29 Julho 97.

 

“O pianista romeno Constantin Sandu…, desenvolvendo ao longo do recital as diversas variantes supremas da arte do teclado, …com um repertório acessível apenas aos maiores virtuosos.”

Jornal de Notícias – Portugal, 14 Outubro 00

 

“Neste recital foi possivel viver a música pelas mãos de um mestre, …numa atitude decidida de quem quer obter a própria essência da música.”

Voz de Lamego – Portugal, 27 Setembro 01

 

“Patenteando a segurança técnica e a maturidade de um pianista consumado, Constantin Sandu deu-nos um concerto (2º de Rachmaninov) pleno de expressão e emotividade. A sua interpretação personalizada, a que não é alheia uma invulgar inteligência na gestão dos grandes arcos expressivos da obra, combinou em doses certas o temperamento e o lirismo …”

Público – Portugal, 04 Novembro 01

 

“A abordagem de Costantin Sandu é séria, respeitadora e objectiva, todavia a sua personalidade sensível permite-lhe realizar uma interpretação muito pessoal e autêntica de três das mais cohecidas obras de Beethoven: op. 53, 57 e 129.”

Piano Journal – Reino Unido, Primavera 02

 

«Romanticismo y sentido del color». “... músico de indubitável personalidade, …um magnífico sentido de cor e de ritmo, acompanhado por um inegável virtuosismo…”

Diario de Sevilla – Espanha, Junho 02

 

“Um pianista soberbo, dono do legato, do pedal, do equilíbrio e da forma, (...) um colorido e uma delicadeza magistrais, (...) mestria irrepreensível. Esmagador.”

ABC – Espanha, Junho 05

 

“Sandu tem no díptico Mozart/Fernandes oportunidade para dar provas da sua versatilidade como intérprete, de tal forma são diferentes as obras: e comprova-a amplamente.”

Notícias Sábado’, 08 Agosto 2009